quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Cuba Libre

Poucos ignoram a figura de Fidel Castro. Talvez um ou outro se lembre que Fidel ficou 49 anos no poder. Muito poucos sabem como se deu a revolução cubana de 1959. Através desta revolução, Cuba foi o último país latinoamericano a atingir a independência. A proposta de Soy Cuba é, além de ser propaganda socialista e mostrar as condições que a ilha enfrentava antes da revolução, apresentar-se como obra de arte.

A fotografia do filme é fabulosa, a câmera viaja por espaços grandes em tomadas longas, a luz tem um tratamento diferente de um preto e branco convencional. Ao final de cada uma das quatro estórias que compõem o filme, uma poesia descreve o sofrimento cubano. A musicalidade do filme se faz presente. Por fim, as estórias não são de Fidel ou Che, mas de pessoas comuns do povo pobre: o camponês que perde sua lavoura de cana para uma empresa americana, a prostituta favelada que frequenta casinos, o estudante que precisa lidar com a tropa de choque e o camponês que sobe a Sierra Maestra para juntar-se aos guerrilheiros.

A história do filme é interessante. É uma produção russa, dirigido por Mikhail Kalatozov em 1964 e esquecido por 30 anos, inclusive pelos russos e cubanos. Em 1995, por meio de uma parceria entre Coppola e Scorsese, o filme voltou ao circuito: com o som original em espanhol, dublado em russo e legendado - simultaneamente.


Soy Cuba / Я Куба, Já Kuba


Direção Mijail Kalatozov
Produção Bela Fridman
Semyon Maryakhin
Miguel Mendoza
Guião Enrique Pineda Barnet
Yevgeny Yevtushenko
Dados e cifras
País(é) Cuba
URSS
Ano 1964
Género Drama
Duração 141 minutos

Um comentário:

Rafael disse...

Pessoal do Cine, já estava com saudades dos filmes legendados....
Mas é isso aí o trabalho continua,]
Valeu, e estarei nessa sessão